Cultura
Realizador húngaro Béla Tarr morre aos 70 anos
O cineasta húngaro Béla Tarr, figura de culto do cinema da Hungria, morreu hoje aos 70 anos, revelou a agência noticiosa húngara MTI.
A informação da morte do cineasta, vítima de doença prolongada, foi divulgada pelo realizador Bence Fliegauf em nome da família de Tarr.
Béla Tarr é autor, entre outros, de "O Tango de Satanás" (1994), filme adaptado do romance com o mesmo nome do escritor László Krasznahorkai, Nobel da Literatura, e que é um fresco de mais de sete horas sobre o declínio do comunismo na Europa.
O cineasta húngaro deixa uma filmografia de obras "austeras e intemporais" que "reformularam a linguagem do cinema moderno", tornando a Hungria "num improvável epicentro do cinema independente mundial", escreveu hoje o Budapest Reporter.
Alexander Sokurov, Apichatpong Weerasethakul ou os portugueses Pedro Costa e André Gil Mata são alguns dos realizadores herdeiros e influenciados por Béla Tarr, que esteve em Portugal algumas vezes, nomeadamente em 2016 em Espinho, a convite do festival FEST - Novos Realizadores, Novo Cinema.
Com planos longos e depurados, o cinema de Béla Tarr "exige paciência do seu público", como escreveu um jornalista do britânico Guardian em 2001, lembrando precisamente "O Tango de Satanás". Na altura, a escritora norte-americana Susan Sontag prestou-lhe homenagem: "Devastador e absorvente durante cada minuto das suas sete horas. Ficaria contente por vê-lo todos os anos do resto da minha vida".
No final dos anos 1990, a Cinemateca Portuguesa convidou Béla Tarr para uma retrospetiva que lhe foi dedicada, e voltou a contar com o cineasta em 2016, para um ciclo no qual foram exibidos cinco dos seus filmes.
Multipremiado, nos festivais de Cannes, Berlim, Locarno e reconhecido no seu próprio país, Tarr lançou o seu último filme em 2011, intitulado "O Cavalo de Turim", igualmente fruto de uma colaboração com o escritor László Krasznahorkai.
Depois disso e até 2017, repartiu o tempo entre Budapeste e Sarajevo numa escola profissional de cinema.
Em 2023, Béla Tarr recebeu um prémio de carreira pela Academia Europeia de Cinema.
Béla Tarr é autor, entre outros, de "O Tango de Satanás" (1994), filme adaptado do romance com o mesmo nome do escritor László Krasznahorkai, Nobel da Literatura, e que é um fresco de mais de sete horas sobre o declínio do comunismo na Europa.
O cineasta húngaro deixa uma filmografia de obras "austeras e intemporais" que "reformularam a linguagem do cinema moderno", tornando a Hungria "num improvável epicentro do cinema independente mundial", escreveu hoje o Budapest Reporter.
Alexander Sokurov, Apichatpong Weerasethakul ou os portugueses Pedro Costa e André Gil Mata são alguns dos realizadores herdeiros e influenciados por Béla Tarr, que esteve em Portugal algumas vezes, nomeadamente em 2016 em Espinho, a convite do festival FEST - Novos Realizadores, Novo Cinema.
Com planos longos e depurados, o cinema de Béla Tarr "exige paciência do seu público", como escreveu um jornalista do britânico Guardian em 2001, lembrando precisamente "O Tango de Satanás". Na altura, a escritora norte-americana Susan Sontag prestou-lhe homenagem: "Devastador e absorvente durante cada minuto das suas sete horas. Ficaria contente por vê-lo todos os anos do resto da minha vida".
No final dos anos 1990, a Cinemateca Portuguesa convidou Béla Tarr para uma retrospetiva que lhe foi dedicada, e voltou a contar com o cineasta em 2016, para um ciclo no qual foram exibidos cinco dos seus filmes.
Multipremiado, nos festivais de Cannes, Berlim, Locarno e reconhecido no seu próprio país, Tarr lançou o seu último filme em 2011, intitulado "O Cavalo de Turim", igualmente fruto de uma colaboração com o escritor László Krasznahorkai.
Depois disso e até 2017, repartiu o tempo entre Budapeste e Sarajevo numa escola profissional de cinema.
Em 2023, Béla Tarr recebeu um prémio de carreira pela Academia Europeia de Cinema.